{"id":1039,"date":"2011-08-15T08:53:33","date_gmt":"2011-08-15T11:53:33","guid":{"rendered":"http:\/\/ctrlbarbara.wordpress.com\/?p=222"},"modified":"2011-08-15T08:53:33","modified_gmt":"2011-08-15T11:53:33","slug":"10art-mesa-historia-da-arte-13-de-agosto-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/2011\/08\/15\/10art-mesa-historia-da-arte-13-de-agosto-de-2011\/","title":{"rendered":"#10ART Mesa Hist\u00f3ria da Arte (13 de agosto de 2011)"},"content":{"rendered":"<h1>Priscila Arantes (PUC-SP)<\/h1>\n<h2><a href=\"http:\/\/www.medialab.ufg.br\/art\/anais\/textos\/PriscilaArantes.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Reescrituras da arte\u00a0contempor\u00e2nea: historia, mem\u00f3ria, arquivo e m\u00eddia<\/a><\/h2>\n<div>Morte \u00e9 um assunto recorrente na hist\u00f3ria do seculo XX em diante. Essa mortalidade da pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria est\u00e1 vinculada ao fortalecimento do capitalismo neo-liberal. Lyotard afirma a finaliza\u00e7\u00e3o de grandes narrativas que se apresentam sequencialmente na historia da humanidade.\u00a0Belting escreve um livro sobre o fim da historia da arte e indica que esta morte n\u00e3o aconteceu, o que acontece no contexto p\u00f3s modernista \u00e9 que alterou a escritura da historia da arte se tornou incompat\u00edvel com a produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea. A narrativa da historia da arte n\u00e3o mais pode ser caracterizada por essa linearidade, e essa sequ\u00eancia de g\u00eaneros deve ser repensada. Rosalind Kraus tamb\u00e9m discursa sobre isso definindo uma condi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-midi\u00e1tica, em que a no\u00e7\u00e3o da m\u00eddia pura de Greenberg e esta divis\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica entre midias tambem devem ser repensada. A\u00ed Priscila invoca Benjamin que diz que nesse mar de ru\u00ednas talvez fosse interesante resgatar os cacos da historia, para podermos reconstruir nossa vis\u00e3o.\u00a0As descontinuidades s\u00e3o momentos cr\u00edticos em que mudan\u00e7as podem ocorrer. No\u00e7\u00e3o de montagem como m\u00e9todo deve ser levada em considera\u00e7\u00e3o para esta reflex\u00e3o sobre a escritura hist\u00f3rica. Assim como o montador, o artista edita e recorta; e o historiador deve reescrever a hist\u00f3ria. A montagem cinematografica j\u00e1 incorpora o arquivo e o banco de dados e um poss\u00edvel hipertexto, em uma narrativa que se aproxima do banco de dados.<\/div>\n<div>Na arte interativa, o p\u00fablico tamb\u00e9m \u00e9 um montador produz a sua propria narrativa, define temporalidades.\u00a0Posto isso: o nosso contato com a m\u00eddia, seja no passado ou presente se d\u00e1 atrav\u00e9s de imagens. O nosso cotidiano se d\u00e1 atrav\u00e9s de uma realidade visual midi\u00e1tica. Como os artistas vem potencializando esta discuss\u00e3o. Repetir esta realidade de forma diferente.\u00a0Neste contexto, Priscila define 3 vis\u00f5es sobre a historiografia do contempor\u00e2neo:<\/div>\n<div>\n<ul>\n<li><span style=\"text-decoration:underline;\">Reencena\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/span>\u00a0baseada no remake cinematogr\u00e1fico, busca uma possibilidade de reconcilia\u00e7\u00e3o com o passado, uma releitura numa tentativa de \u00a0re-experienci\u00e1-lo.<\/li>\n<li><span style=\"text-decoration:underline;\">Arquivar:<\/span>\u00a0Que problematiza a quest\u00e3o do arquivo. Esta quest\u00e3o\u00a0invadiu a contemporaneidade atrav\u00e9s de\u00a0sites e blogs que re\u00fanem e compartilham arquivos pessoais, mas ao mesmo tempo cont\u00e9m uma efemeridade. Ressaltando fatos relevantes que muitas vezes escapam da percep\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><span style=\"text-decoration:underline;\">Espacializa\u00e7\u00e3o da narrativa:<\/span>\u00a0A presen\u00e7a de diversos planos que se exibem simultaneamente, ou a pr\u00e1tica de se levar para o espa\u00e7o p\u00fablico algo que \u00e9 restrito a um grupo privado.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h1>Emerson Dion\u00edsio (UnB)<\/h1>\n<h2><a href=\"http:\/\/www.medialab.ufg.br\/art\/anais\/textos\/EmersonDionisio.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sobre as obras que n\u00e3o temos acesso a documenta\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n<div>Arte\u00a0contempor\u00e2nea\u00a0se apresenta como um desafio para historiadores da arte, em especial suas manifesta\u00e7\u00f5es ef\u00eameras cujo n\u00e3o temos acesso a imagens. \u00c9\u00a0muito conhecido o ato\u00a0perform\u00e1tico\u00a0realizado por Flavio de Carvalho, experiencia 3, em que o artista chocou pela sua irrever\u00eancia ao andar\u00a0vestindo uma blusa de mangas curtas, saia acima dos joelhos, meias arrast\u00e3o, sand\u00e1lias de couro e chap\u00e9u de n\u00e1ilon\u00a0pelas ruas de S\u00e3o Paulo em\u00a01956. Esta experi\u00eancia conta com registro fotogr\u00e1fico. Sua experiencia 2 em que Flavio andou no sentido contrario a um cortejo, provocando a revolta dos religiosos carece de registros e documenta\u00e7\u00e3o. Na performance de Artur Barrio &#8216;4 dias 4 noites&#8217; e o artista caminhou ininterruptamente at\u00e9 o esgotamento. Nada ficou como registro al\u00e9m da mem\u00f3ria do artista. A quest\u00e3o do registro de obras ef\u00eameras tem sido uma quest\u00e3o. No caso de Flavio o car\u00e1ter art\u00edstico foi dado posteriormente. O problema \u00e9 quando o artista ativamente rejeita o registro, quebrando com uma ferramenta mantedora da arte, a hist\u00f3ria.\u00a0Fotografias se tornam elementos importantes do registro, alguns desses registros superam o aspecto documental para se tornar a pr\u00f3pria po\u00e9tica da arte. Embora muitos artistas neguem isso.\u00a0Esses registros se tornam objetos de aprecia\u00e7\u00e3o est\u00e9tica.\u00a0A imagem da arte e a arte que vende a si mesma. Qual a diferen\u00e7a entre o ato da performance em si e esse registro? H\u00e1 um processo em que os limites entre o registro po\u00e9tico e documental s\u00e3o dissolvidos. Os artistas come\u00e7am a se posicionar dentro dos universos imag\u00e9ticos de forma provocativa, narrativas exteriores a obra. Funcionam como elementos essenciais a obra s\u00f3 que em realidades virtuais.\u00a0\u00a0A historia n\u00e3o se mant\u00e9m quando o universo imag\u00e9tico n\u00e3o \u00e9 suficiente. O hitoriador se torna ref\u00e9m de outra ordem o relato seja falado ou escrito, o que leva historiadores da arte a cairem em ciladas conceituais, como referencias bibliogr\u00e1ficas. Ancorando o relato ao processo bibliogr\u00e1fico. O caso do artista \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o, pois apesar de ter se recusado ao registro daquela performance, muda de postura posteriormente adquirindo o h\u00e1bito de documenta\u00e7\u00e3o, a partir de fotos e textos dando acesso a uma trajet\u00f3ria de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica que permite obter uma no\u00e7\u00e3o do que foi. O grande problema da hist\u00f3ria da arte o posteriori, s\u00e3o os\u00a0m\u00faltiplos\u00a0remanejamentos. O sistema posteriori necessita acrescentar inteligibilidade ao passado, recusando obras de genealogia duvidosa, como as que tem sua\u00a0documenta\u00e7\u00e3o\u00a0defasada.\u00a0O relato apenas verbal, seja falado ou escrito coloca a pr\u00e1tica do historiador em quest\u00e3o. \u00a0Barrio permanece uma situa\u00e7\u00e3o isolada pois se trata de artista renomado.\u00a0Como discutir uma obra de um artista que avisa por meio de redes sociais sobre uma performance a acontecer, e que se recusa a documentar e discutir o assunto? A resposta \u00e9 simples: Se n\u00e3o h\u00e1 registro da arte ou qualquer relato do artista, a obra inexiste, acho que o problema est\u00e1 resolvido.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"entry-summary\">\nPriscila Arantes (PUC-SP) Reescrituras da arte\u00a0contempor\u00e2nea: historia, mem\u00f3ria, arquivo e m\u00eddia Morte \u00e9 um assunto recorrente na hist\u00f3ria do seculo&hellip;\n<\/div>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/2011\/08\/15\/10art-mesa-historia-da-arte-13-de-agosto-de-2011\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &ldquo;#10ART Mesa Hist\u00f3ria da Arte (13 de agosto de 2011)&rdquo;<\/span>&hellip;<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[11,17,35],"tags":[44,72,138],"class_list":["post-1039","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ctrlbarbara","category-evento","category-teoria","tag-10-art","tag-arte-tecnologia","tag-documentacao","entry"],"acf":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1039","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1039"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1039\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}