{"id":1037,"date":"2011-08-13T00:49:46","date_gmt":"2011-08-13T03:49:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ctrlbarbara.wordpress.com\/?p=190"},"modified":"2011-08-13T00:49:46","modified_gmt":"2011-08-13T03:49:46","slug":"10art-mesas-arte-corpo-dramaturgias-e-sentindopensando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/2011\/08\/13\/10art-mesas-arte-corpo-dramaturgias-e-sentindopensando\/","title":{"rendered":"#10ART Mesas Arte &#038; Corpo; Dramaturgias; e Sentindo&#038;Pensando"},"content":{"rendered":"<p>As mesas de arte e corpo e de dramaturgia muito me interessam pela minha aproxima\u00e7\u00e3o com o teatro e a dan\u00e7a, particularmente o movimento corporal \u00e9 o que gera todo meu projeto de mestrado. Por isso, vou tentar reunir aqui alguns conceitos discutidos nas duas mesas. Especificamente nas falas de Soraia Silva, <a href=\"http:\/\/cenacandanga.blogspot.com\/2009\/06\/hugo-rodas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hugo Rodas<\/a>, <a href=\"http:\/\/poeticassensoriais.weebly.com\/ciacutenthia-nepomuceno.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cinthia Nepomuceno<\/a> e Luciana Lara. Bom, como me atrasei no post vou aproveitar para unir com a Mesa Sentindo &amp; Pensando do dia 12 de agosto, coordenada pela dan\u00e7arina <a href=\"http:\/\/www.analivia.com.br\/analivia\/portugues.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ana Livia Cordeiro<\/a>, que tamb\u00e9m teve presen\u00e7a de <a href=\"http:\/\/www.ellenslegers.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ellen Slegers<\/a> e Valeria Bahia.<\/p>\n<p>Vou iniciar com a fala de Soraia Silva:<br \/>\nAo lado da consci\u00eancia existe a vida (BERGSON). A origem da dan\u00e7a \u00e9 o fluxo da vida. A for\u00e7a qu\u00edmica, f\u00edsica e mec\u00e2nica se unem em um gesto natural. A modernidade busca a tens\u00e3o do movimento, diferente do Ballet que muitas vezes busca a forma final do movimento, ou seja a pose. Existe uma troca entre o esp\u00edrito e mat\u00e9ria no devir do movimento. Cria\u00e7\u00e3o em dan\u00e7a \u00e9 experimental por excel\u00eancia, onde n\u00e3o existe fronteiras r\u00edgidas entre dentro e fora.<br \/>\nLuciana Lara vai discursar sobre a experi\u00eancia corporal em termos de mem\u00f3ria e t\u00e9cnica. O corpo est\u00e1 moldado pelos nossos h\u00e1bitos cotidianos, em como tomamos banho, como fazemos sexo, como agachamos. No universo da dan\u00e7a contempor\u00e2nea os dan\u00e7arinos costumam ter contato com uma t\u00e9cnica como Cunningham, Graham etc. Este contato se revela em uma s\u00e9rie de valores est\u00e9ticos n\u00e3o s\u00f3 em repert\u00f3rio corporal, mas tamb\u00e9m em termos para nomin\u00e1-las, que s\u00e3o restritores de uma forma de compreens\u00e3o e express\u00e3o corporal. Em estados mais altos de consci\u00eancia, caracterizados como \u00eaxtase ou transe, se refletem simultaneamente os estados biol\u00f3gico, f\u00edsico, emocional, psicol\u00f3gico. Existem portanto uma s\u00e9rie de camadas que preenchem o sentido do movimento, e essas caracter\u00edsticas se expressam em diferentes personalidades. Portanto, Luciana defende que a dan\u00e7a deve ser vista como uma improvisa\u00e7\u00e3o dirigida e n\u00e3o como uma s\u00e9rie de passos.<br \/>\nDentro desta categoriza\u00e7\u00e3o de movimentos me chamou a aten\u00e7\u00e3o os conceitos de Gabrielle Roth que Cinthia Nepomuceno apresentou. Roth caracteriza o movimento em 5 categorias. Fluente, estacato, fragmentado, l\u00edrico e calma. Estas categorias n\u00e3o limitam a forma do movimento mas s\u00e3o mais uma descri\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com o espa\u00e7o e o tempo. Se s\u00e3o cont\u00ednuos, quebrados, repetitivos, etc. Outra quest\u00e3o abordada por pessoas da plateia foi descri\u00e7\u00f5es do movimento que se limitam a partes do corpo, por exemplo descrevendo passos dos p\u00e9s e se esquecendo do tronco e das m\u00e3os.<br \/>\nHoje em dia podemos descrever tudo como algoritmos, inclusive movimentos corporais. O percurso dos n\u00fameros foi exposto da vida de Hugo Rodas de forma muito carism\u00e1tica que resultou na sua experi\u00eancia em dan\u00e7a que parte exclusivamente dos n\u00fameros. A quest\u00e3o da m\u00e9trica e do ritmo cria uma aproxima\u00e7\u00e3o muito forte entre a dan\u00e7a e a m\u00fasica com a matem\u00e1tica. Normalmente a matem\u00e1tica \u00e9 associada a precis\u00e3o das ci\u00eancias exatas. Luiz Velho, meu co-orientador, pesquisador do Instituto de Matem\u00e1tica Pura e Aplicada me diz sempre que matem\u00e1tica \u00e9 abstra\u00e7\u00e3o s\u00e3o id\u00e9ias e isso pode nos dar uma vis\u00e3o menos \u201cmedrosa\u201d da matem\u00e1tica e das ci\u00eancias exatas.<br \/>\nAna Livia Cordeiro come\u00e7ou sua fala indagando sobre o que aconteceria se nos explicassem quimicamente os nossos sentimentos, por exemplo a sensa\u00e7\u00e3o de estar apaixonado. A emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o se d\u00e1 atrav\u00e9s de pensamento, os nossas sensa\u00e7\u00f5es e sentimentos est\u00e3o enraizadas no nosso corpo, em nossa carne. E por mais que tentemos descrev\u00ea-las nenhuma explica\u00e7\u00e3o compreende ou substitui o sentimento em si, a experi\u00eancia, a viv\u00eancia. Toda arte trabalha esse drama inerente as nossas vidas. Esse drama que \u00e9 condensa\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o. Para a dan\u00e7arina, o que nos motiva hoje na arte \u00e9 uma leitura da natureza em contraponto com o que n\u00f3s sentimos.\u00a0Na minha vis\u00e3o \u00e9 uma tens\u00e3o entre o interno e o externo, o que precisamos botar para fora, o que nos \u00e9 externo que se transforma internamente e \u00e9 preciso expulsar novamente em novas formas. Quanto mais nos conhecemos, mais profundo \u00e9 o nosso mist\u00e9rio. \u00a0Esta rela\u00e7\u00e3o foi explorada em um de seus ultimos projetos, em que o seu batimento card\u00edaco influencia cromaticamente na imagem capturada pela c\u00e2mera. O projeto pode ser experimentado inclusive na internet, no site\u00a0<a href=\"http:\/\/www.analivia.com.br\/voce\">www.analivia.com.br\/voce<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/barbaracastro.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/analivia_voce.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-195\" title=\"analivia_voce\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/barbaracastro.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/analivia_voce.jpg?resize=584%2C353\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"353\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ellen Slegers vai falar sobre esta rela\u00e7\u00e3o do corpo com a necessidade expressiva afirmando que o artista trabalha para atingir o n\u00edvel de utopia em seu n\u00edvel de emocionalidade. O corpo gera suas emo\u00e7\u00f5es. Um ponto que ela mencionou que achei muito interessante foi sobre o medo da proximidade, se referindo uma performance de <a href=\"http:\/\/www.valieexport.at\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Valie Export<\/a>, na qual ela cortava a parte de sua cal\u00e7a jeans que cobria sua genit\u00e1lia e entrava em um cinema porn\u00f4 oferecendo aos espectadores uma &#8216;verdadeira genit\u00e1lia&#8217; e ia passando pelas fileiras apontando um rev\u00f3lver para as pessoas da plateia. Aos poucos as pessoas foram se levantando e se retirando do local. Este medo\u00a0de proximidade que se reflete tanto na pr\u00f3pria artista que carregava um revolver, quanto nas pessoas que se retiravam pode se refletido dentro do que Malu Fragoso discutiu sobre o p\u00f3s-biol\u00f3gico na arte. Ser\u00e1 que este medo de proximidade existe em um mundo que a vida est\u00e1 impregnada de rela\u00e7\u00f5es virtuais e que muitas vezes isso acarreta em uma superficialidade? Seria esta uma pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de morte que buscava no contexto tecnol\u00f3gico contempor\u00e2neo, sendo as duas faces da moeda? Para encerrar Ellen perguntou a plateia se n\u00f3s acredit\u00e1vamos que a tecnologia poderia nos suprir dessa necessidade de utopia da arte. Responderam: A m\u00eddia \u00e9 sempre uma busca da melhor forma para expressar seus questionamentos sobre o que n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel. Tudo \u00e9 uma quest\u00e3o de at\u00e9 onde ela quer ir, usar a tecnologia n\u00e3o para compreender este invis\u00edvel, mas para expressar sua imagina\u00e7\u00e3o deste. Os meios n\u00e3o tem consci\u00eancia de si, n\u00f3s que damos esta consci\u00eancia. O artista ut\u00f3pico carrega a utopia consigo, e pode transmiti-la pelos meios tecnol\u00f3gicos, mas estes em si n\u00e3o s\u00e3o ut\u00f3picos.<\/p>\n<p>Eu acredito que sim, a tecnologia pode representar a utopia art\u00edstica. Mas n\u00e3o devemos esquecer da no\u00e7\u00e3o do nosso pr\u00f3prio corpo que \u00e9 org\u00e2nico, mec\u00e2nico, material. A tecnologia assim como qualquer outra forma de arte s\u00f3 nos ajuda a ter novas percep\u00e7\u00f5es deste corpo. Esta minha vis\u00e3o \u00e9 influenciada pelo conceito de Hans Belting de corpo como m\u00eddia viva, que defende n\u00e3o somente a independ\u00eancia do corpo uma m\u00eddia em constante muta\u00e7\u00e3o(f\u00edsica, mental, imag\u00e9tica), mas tamb\u00e9m o papel da subjetividade humana nessa media\u00e7\u00e3o em uma arte midi\u00e1tica. O autor diz que o corpo humano permanece o mesmo desde sempre, mas que a arte e as diferentes m\u00eddias apenas contribuem para novas percep\u00e7\u00f5es deste corpo.<\/p>\n<p>Esta aten\u00e7\u00e3o para n\u00e3o nos cegarmos pela tecnologia ficou bem exemplificada na fala de Val\u00e9ria Bahia. Ana Livia a convidou para integrar a mesa por ser endocrinologista e poder contribuir com a discuss\u00e3o sob outro ponto de vista. Ela acredita que se as pessoas descobrissem o que acontece quimicamente, haveria algum n\u00edvel de desencanto neste sentimento, que a no\u00e7\u00e3o de drama abordada por Ana Livia seria abalada. Ela refor\u00e7a que o mau uso da tecnologia nos prejudica e exemplifica com o fato de pessoas muitas vezes n\u00e3o se conformarem de ter um problema emocional e necessitarem de uma ajuda m\u00e9dica, \u00a0se conformando com um desequil\u00edbrio qu\u00edmico. Isso acaba com a predisposi\u00e7\u00e3o ao sentimento. Ela exemplifica tamb\u00e9m com uma experi\u00eancia pessoal, em que caminhava em um lugar envolta em seus pensamento e de repente sentir um forte cheiro de desinfetante. Parou e foi buscar a fonte do cheiro visto que estava em um lugar improv\u00e1vel para sentir este cheiro, quando olhou em volta viu que estava cercada de \u00e1rvores de eucalipto. Ou seja, a presen\u00e7a da tecnologia \u00e9 inevit\u00e1vel em nossas vidas, e ela realmente modifica nossa percep\u00e7\u00e3o. Devemos ficar atentos a um bom uso desta tecnologia. Na arte, a neuroest\u00e9tica cada vez mais presente n\u00e3o deve ser utilizada para compreender esta sensa\u00e7\u00e3o, mas para explorar novas percep\u00e7\u00f5es, porque como Ana Livia disse a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o se d\u00e1 atrav\u00e9s de pensamento, os nossas sensa\u00e7\u00f5es e sentimentos est\u00e3o enraizadas no nosso corpo, em nossa carne. E \u00e9 para este sentimento que devemos estar atentos. N\u00e3o sei o que aconteceria se nos explic\u00e1ssemos quimicamente, mas acredito que a sensa\u00e7\u00e3o de desilus\u00e3o seria momentanea, e ap\u00f3s algum tempo j\u00e1 estar\u00edamos envolvidos novamente em nossos sentimentos, que s\u00e3o involunt\u00e1rios. Gostaria de fechar esta discuss\u00e3o em um verso de Marisa Monte que aborda esta tens\u00e3o maravilhosamente:<\/p>\n<h1>&#8220;Meu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 um m\u00fasculo involunt\u00e1rio e ele pulsa por voc\u00ea&#8221;<\/h1>\n<p>(Marisa Monte, Eu sei (na mira)<\/p>\n<p>Quer saber mais? Aqui v\u00e3o os links dos textos:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.medialab.ufg.br\/art\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/soraiasilva.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Soraia Silva<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.medialab.ufg.br\/art\/anais\/textos\/hugoRodas.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hugo Rodas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.medialab.ufg.br\/art\/anais\/textos\/MMota-CNepomuceno.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cinthia Nepomuceno<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.medialab.ufg.br\/art\/anais\/textos\/LucianaLara.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Luciana Lara<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.medialab.ufg.br\/art\/anais\/textos\/AnaliviaCordeiro.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ana Livia Cordeiro<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"entry-summary\">\nAs mesas de arte e corpo e de dramaturgia muito me interessam pela minha aproxima\u00e7\u00e3o com o teatro e a&hellip;\n<\/div>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/2011\/08\/13\/10art-mesas-arte-corpo-dramaturgias-e-sentindopensando\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &ldquo;#10ART Mesas Arte &#038; Corpo; Dramaturgias; e Sentindo&#038;Pensando&rdquo;<\/span>&hellip;<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[11,15,16,17,35],"tags":[44,58,75,118,123,293,301,331],"class_list":["post-1037","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ctrlbarbara","category-corpo-blog","category-danca-blog","category-evento","category-teoria","tag-10-art","tag-analivia-cordeiro","tag-artistas-brasileiros","tag-corpo","tag-danca","tag-repertorio","tag-sensacao","tag-teoria","entry"],"acf":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1037"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1037\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/barbaracastro.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}